Presidente da E-Redes evita novas previsões sobre reposição da rede elétrica
O presidente da E-Redes, José Ferrari Careto, fez sábado à noite, na RTP Notícias, um resumo do que tem estado a ser feito no terreno para recuperar a rede elétrica, a par das dificuldades que estão a ser encontradas.
Prometendo sempre "transparência" na informação prestada, o responsável pela E-Redes admitiu que os planos iniciais, de ter a rede recuperada a 98 por cento para o próximo sábado, terão de ser adiados, não se comprometendo com novas previsões.
"Esta sequência de tempestades cria uma situação muito difícil", explicou, pela "dimensão do impacto, com muita chuva e muito vento", mas, sobretudo, o prolongamento das condições atmosféricas negativas, tem "interrompido ou prejudicado" a recuperação que estava a ser conseguida.
Também o trabalho é "muito complicado", devido aos danos estruturais na rede, de "difícil recuperação" e "muito significativos", que "afetaram subestações e linhas de alta-tensão".
O problema resume-se a "muitos postes partidos, muitas linhas danificadas, numa extensão muito grande", referiu.
Os trabalhos implicam, no caso das linhas de alta-tensão, "repor torres de trinta metros e que pesam de cinco a oito toneladas". A solução imediata tem sido reparar torres muito rapidamente ou colocar as linhas pelo chão.
Leiria e Pombal preocupam
No terreno está um efetivo de 2.500 pessoas, "370 das quais são estrangeiras", de Espanha, França, Itália e Irlanda, presentes após contacto com várias empresas de distribuição parceiras da E-Redes.
"Estamos a fazer tudo para que a obra fique pronta o mais rapidamente possível", garantiu.Foram afetados 6.000 km de linhas, contudo o responsável pela E-Redes recusa admitir que o sistema seja "frágil", lembrando que o país foi severamente afetado.
A E-Redes mantém também que as torres cumpriam as normas previstas, estando preparadas, "tipicamente para ventos entre os 150 a 180 km/h", acrescentou. A velocidade do vento que levou à queda de múltiplos postes, sobretudo de alta tensão, ainda está em estudo.
"Estamos focados no futuro" e na recuperação rápida dos estragos, explicou.
Antes da tempestade Kristin e perante os alertas, a empresa ativou o Plano de Operações em Crise, que colocou de prevenção todo o dispositivo, "e reforçamos equipas", ou seja, "o que se faz tipicamente neste tipo de situações", acrescentou Ferrari Careto.
O "enterramento" de linhas
As condições atmosféricas e o impacto da tempestade também dificultaram o levantamento, por dificuldade de acesso ao terreno, referiu Ferrari Careto, confessando-se preocupado porque "grande parte dos trabalhos de recuperação são feitos em altura e sob risco eletrico" e manuseando equipamento pesado.
Circunstâncias de segurança dos trabalhadores que têm de ser equilibradas com a necessidade de rápida recuperação da rede.
Sobre o "enterramento" das linhas o presidente da E-Redes prefere, antes de se pronunciar, "fazer um levantamento", admitindo contudo, perante o que sucedeu, se fazer uma revisão dos planos já existentes.
"O que é necessário é encontrar um ponto de equilíbrio ótimo entre enterrar mais linhas e o custo associado", recomendou, lembrando que tal trabalho não cabe exclusivamente à E-Redes mas a um conjunto vasto de entidades.
"Vencer a calamidade". Marcelo apela ao voto na segunda volta das presidenciais
Numa declaração ao país, em véspera da segunda volta das eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa começou por agradecer “a todos a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”.
“Hoje, como sempre, falo para todos vós, mas falo em especial para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa sem condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noite sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados”, começou por enumerar o chefe de Estado.
“A todos vós e a todos os que vos têm dado o que podem e não podem agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”, prosseguiu.
Marcelo assinalou, em seguida, “a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro”: “A vossa resposta foi votarem, votarem em massa e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado, tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o país, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem”. “Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência, ou agora, quatro dias depois da tragédia”, continuou.
“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal”, concluiu o presidente.
Horas antes desta comunicação a partir de Belém, a Comissão Nacional de Eleições apelara já à participação na segunda volta das presidenciais, apesar das previsões de mau tempo, defendendo que fossem facultadas as “melhores condições” para tal.
A CNE sublinhou que “tem cooperado com todas as entidades” no sentido de que “sejam criadas as melhores condições para garantir um exercício de um direito que é fundamental”, mesmo com “circunstâncias adversas em alguns locais”.
A estrutura recomendou a organização de “transportes públicos especiais, na medida do possível, para eleitores que se encontrem em zonas onde a mobilidade possa vir a ser afetada”.
c/ Lusa
Mondego isola freguesia da Ereira
Na Ereira, com a subida das águas do Mondego, a freguesia está isolada e só se consegue entrar e sair com a ajuda de botes dos fuzileiros e dos bombeiros, e apenas em situações de necessidade.
Cheias e derrocadas na grande Lisboa desalojam mais de 50 pessoas
Lisboa não escapou ao mau tempo. Dezassete pessoas ficaram desalojadas, em Camarate, depois de um deslizamento de terras.
Foto: Soraia Ramos - RTP
Nalguns locais registaram-se inundações.
Alenquer pede declaração de calamidade
Sessenta e cinco pessoas foram retiradas de uma aldeia por risco de derrocada.
Foto: Soraia Ramos - RTP
Começaram as limpezas em Alcácer do Sal
Em Alcácer do sal começaram as limpezas das ruas, do comércio e das habitações na cidade.
Foto: António Antunes - RTP
Os prejuízos são de vários milhares de euros.
Montenegro salienta articulação com Espanha na resposta às intempéries
Luís Montenegro foi ao peso da régua. Acompanhou a situação do Rio Douro e sublinhou a resposta das autoridades locais e a articulação com Espanha.
Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa
Cerca de Santo Agostinho colapsou
Uma parte da Cerca de Santo Agostinho, localizada na zona tampão da área de Património da Unesco em Coimbra, colapsou hoje, com sete pessoas a serem retiradas por precaução.
"Não há feridos", indicou a presidente da Câmara de Coimbra, que deu conta da ocorrência durante a conferência de imprensa de ponto de situação das recentes tempestades no concelho.
A Cerca de Santo Agostinho, na Couraça dos Apóstolos, está localizada na zona traseira do Mercado Municipal de Coimbra, em zona tampão da área de Património Mundial da Humanidade.
Segundo a Proteção Civil Municipal, foram retiradas sete pessoas de prédios situados na Couraça dos Apóstolos por precaução, sendo que foram todas alojadas em casa de familiares.
Ana Abrunhosa indicou que a situação na Cerca de Santo Agostinho estava já a ser acompanhada desde a noite de sexta-feira, depois de ter verificado a existência de "uma fissura muito grande".
Antes da queda foi realizada uma vistoria para avaliação da estabilidade da cerca pelo município em colaboração com o IteCons.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
"Resposta integrada no terreno e no ar"
"Entre os apoios prestados, destaca-se a cedência de dois geradores, equipamentos simples na sua natureza, mas de enorme impacto humano e social. Em Moinhos de Carvide, no concelho de Leiria, a chegada de um gerador de 400 kVA da Força Aérea garantiu o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica à localidade, num momento vivido com expetativa e emoção pela população. Na Marinha Grande, a entrega de um gerador de 200 kVA permitiu a continuidade da atividade de um complexo industrial cuja produção se encontrava em risco, assegurando o cumprimento de encomendas, a continuidade das empresas e a salvaguarda de postos de trabalho", lê-se na nota conhecida este sábado.
"No apoio logístico, outro camião da Força Aérea fez igualmente chegar à Marinha Grande cinco mil telhas, oferecidas pela Cooperativa de Olivicultores de Murça, contribuindo para a recuperação de habitações afetadas".
"Em Monte Real e Carvide, militares da Força Aérea, em conjunto com voluntários de todo o país, realizaram trabalhos de corte de árvores em perigo iminente de queda, limpeza das áreas afetadas e colocação de barreiras de sacos de areia, com o objetivo de impedir a entrada de lamas em habitações, num contexto operacional particularmente exigente devido às condições climatéricas adversas".
"Na Batalha, foi prestado apoio direto à população na recuperação de telhados e infraestruturas danificadas".
"Em Alcácer do Sal, o apoio incidiu sobretudo nas populações mais isoladas, com a entrega de água, alimentos e medicamentos, bem como a realização de trabalhos de eletricidade, ações de limpeza, avaliação de vias e o desvio de uma vala para prevenir a inundação de habitações".
"Foram ainda resgatados animais que se encontravam isolados, em situação de insegurança e sem acesso a alimentação", prossegue a Força Aérea.
"Pelo ar, dois helicópteros AW119 Koala, da Esquadra 552 – Zangões, realizaram voos de vigilância e reconhecimento nas áreas Norte e Sul, abrangendo a sub-bacia do Mondego, entre Montemor-o-Velho e Soure; o Vouga; bem como as bacias do Tejo e do Sado, permitindo a recolha de informação vital para a tomada de decisão".
"Até ao momento, a Força Aérea já assegurou a distribuição de 677 refeições e a disponibilização de 395 banhos quentes, reforçando o apoio direto às populações afetadas pelas depressões que se fazem sentir em todo o território nacional".
"A Força Aérea mantém um dispositivo elevado, em alerta permanente para missões de resgate, busca e salvamento, reconhecimento aéreo e transporte, ajustando o seu dispositivo sempre que necessário e reafirmando o seu compromisso com a proteção das populações, a segurança de pessoas e bens e o apoio ao País em situações de emergência", remata o comunicado.
Dispositivo apoia mais de três mil pessoas
"Até ao momento, os efetivos da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e com as autoridades locais, percorreram 3.380 quilómetros em ações de reconhecimento", lê-se no comunicado.
A nota enumera as ações empreendidas até ao momento.
- Resgate de 221 pessoas através das embarcações prontas e posicionadas para apoio imediato à população;
- Remoção de mais de 197 toneladas de detritos fluviais;
- Desobstrução de mais de 88 km de estrada;
- Auxílio a 42 embarcações no rio Guadiana;
- Reconhecimento de mais de 22km da rede elétrica, através de sistemas aéreos não tripulados;
- Reparação e apoio a mais de 70 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos;
- 88 ações de apoio a equipamentos de produção de energia;
- Auxílio a 95 animais.
"A Marinha mantém 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente: 16 botes para atuar no Rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure; quatro botes para atuar no rio Lis, em Leiria; oito botes para atuar no rio Tejo, posicionados em Tancos; dez botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e em Benavente; oito botes para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal; um bote para atuar no rio Arade, em Portimão".
"A Marinha e a AMN têm neste momento empenhados 517 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 63 viaturas, 53 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão".
GNR sinaliza 14 estradas condicionadas
Na Trofa, a Rua 25 de abril, em Guidões, estava condicionada por causa de um desmoronamento, ao passo que em Gondomar as inundações do Douro deixaram intransitável a rua Beira Rio, em Zebreiros, o mesmo acontecendo no Caminho de acesso ao Parque de Travassos, devido ao rio Sousa, na freguesia da Foz do Sousa.
Em Melres, a subida do Douro fechou a Travessa de São Bartolomeu e, em Jovim, a Rua Beira Rio.
No concelho de Baião, um outro desmoronamento encerrou a Rua 20 de Junho, em Santa Marinha do Zêzere, enquanto em Vila Nova de Gaia as inundações fecharam a Rua do Areínho, em Avintes, e a Alameda Praia de Arnelas, no Olival.
Em Crestuma, a queda de uma árvore e de um poste de iluminação pública deixou condicionada a Rua Eugénio Paiva Freixo.
Em Amarante, são três as estradas condicionadas devido a desmoronamentos: em Candemil, a Estrada Nacional (EN) 17 no quilómetro 74,800, em Padronelo a EN 101 ao quilómetro 139,90 e em Mancelos a rua Central de Mancelos.
No Marco de Canaveses, o aluimento da via deixou sem circulação a rua dos Tapados, o mesmo sucedendo na rua de Sabariz, na freguesia da Lixa, no concelho de Felgueiras.
Retomada circulação de motos e veículos com lonas
A circulação destes veículos esteve proibida durante a tarde devido ao vento forte, na sequência da passagem da depressão Marta.
Condicionamentos mantêm-se em seis linhas
A Infraestruturas de Portugal salienta que, na Linha do Norte, a circulação está suspensa entre Alfarelos e Coimbra B, na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira.
Na Linha da Beira Baixa, a circulação está suspensa entre Mouriscas e Sarnadas, na Linha de Cascais está suspensa a circulação na via ascendente entre Algés e Caxias enquanto na concordância de Xabregas verifica-se entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas.
Mantém-se também a suspensão na Linha de Vendas Novas entre Lavre e Canha.
Avisos renovados para “cheias, deslizamentos de terras e inundações em áreas urbanas”
“É sem dúvida nenhuma uma situação de nível nacional que nos obriga a todos a cuidados redobrados”, insistiu o responsável.Ao início da noite, eram sete os planos distritais ativados - Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Lisboa, Beja e Setúbal. Havia, em simultâneo, 92 planos municipais ativados e 17 declarações de alerta, por município.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem agora registo de 10.002 ocorrências, que mobilizaram 35.443 operacionais e 3.870 meios - a maioria quedas de árvores, movimentos de massas e inundações.
Mário Silvestre colocou a tónica no risco acrescido de deslizamentos de terras: “Um talude, um muro, uma vertente que parecem que estar seguros daqui a pouco podem ravinar e isto é um risco bastante significativo”.
“Alertamos todas as pessoas que vivem perto destas zonas para que tenham cuidado, olhem para estas vertentes, percebam se há algum movimento, por exemplo, de um arbusto ou uma árvore. Isto são sinais de algum aluimento de terras”, frisou o comandante nacional.
O número de pessoas deslocadas supera já as 1.163, balanço que pode ser revisto nas próximas horas.
“A condução à noite é extremamente perigosa. Pode haver lençóis de água que, à noite, não são visíveis”, vincou ainda Mário Silvestre.
Câmara de Campo Maior decreta três dias de luto municipal
A Câmara Municipal de Campo Maior, no distrito de Portalegre, decretou esta tarde três dias de luto municipal, após a notícia da morte de um bombeiro da corporação local durante uma operação no quadro do apoio às populações atingidas pelas intempéries.
Ouvido pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, enfarizou a "grande consternação" com a qual a população da vila soube da morte do bombeiro, que era também militar da Guarda Nacional Republicana.
O autarca fez questão de salientar o "espírito de missão e a forma ativa" como o bombeiro operava no dia-a-dia.
"É um dia muito trágico em que acabam por partir dois bombeiros, um de uma forma [doença prolongada] e outro em missão", fez notar.
"Quero também enviar as condolências a todos os familiares, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior e à GNR pela perda do elemento", acrescentou.
Também o presidente da República lamentou a morte do bombeiro, destacando o "exemplo de abnegação e dedicação à causa pública". Por sua vez, o Ministério da Administração Interna exprimiu "profundo pesar e consternação".O operacional perdeu a vida durante uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância na Estrada Nacional 373, em zona de confluência com o Rio Caia, em Campo Maior, de acordo com a Proteção Civil. O alerta foi dado "por volta das 13h30".
Na sequência deste incidente, deu entrada na corporação uma equipa de psicólogos que vai acompanhar os restantes elementos.
Catorze pessoas morreram em Portugal, desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fez também centenas de feridos e desalojados.
Autarquia pede isenção temporária de portagens na A33
"A EN378 constitui uma via fundamental de ligação entre os concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra, sendo igualmente um eixo rodoviário essencial para a população do Concelho do Seixal e em particular de Fernão Ferro, que diariamente utiliza esta estrada para deslocações profissionais, escolares e de acesso a serviços de saúde e comércio", sublinha a Câmara Municipal.
“Com o encerramento da EN378, a A33 tornou-se, na prática, a principal alternativa viável para assegurar a mobilidade entre as localidades acima referidas, não existindo, em muitos casos, percursos alternativos com condições semelhantes de segurança e tempo de viagem”, vinca o presidente da Câmara, Paulo Silva.
Ainda segundo o autarca, a “manutenção da cobrança de portagens na A33 representa um encargo acrescido e inevitável para os munícipes, que se veem obrigados a utilizar esta via como consequência direta de uma situação alheia à sua vontade”.
Quinze escolas abertas a partir de segunda-feira
Assim, a partir de segunda‑feira, "reabrem mais oito estabelecimentos, elevando para 15 o total de escolas a funcionar".
Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente
- JI da Ordem;
- EB da Amieirinha.
Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente
- JI da Boavista;
- JI e EB da Comeira;
- JI e EB João Beare;
- JI das Trutas;
- EB de Albergaria;
- EB dos Picassinos.
Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente
- EB de Casal de Malta (EB + JI);
- EB Francisco Veríssimo (EB + JI);
- EB da Moita (EB + JI);
- Escola Secundária Acácio Calazans Duarte.
Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente
- EB do Engenho (EB + JI);
- EB Nery Capucho;
- JI dos Picassinos - a funcionar nas instalações da EB Nery Capucho.
"As restantes 15 escolas permanecem temporariamente encerradas, estando dependentes de novas vistorias e de intervenções em curso", lê-se no mesmo comunicado.
"A Câmara Municipal reforça que a prioridade continua a ser a proteção de alunos, professores e funcionários e que nenhuma escola será reaberta sem garantias totais de segurança", remata a autarquia.
Estradas inundadas nos concelhos do Seixal, Barreiro, Moita e Alcochete
No Seixal, estavam interditas ao trânsito a rua Quinta da Herdeira, na freguesia de Amora, a avenida Carlos de Oliveira (entre a avenida 6 de novembro de 1836 e a avenida General Humberto Delgado), na freguesia de Arrentela, e a rua quinta da Galega, na freguesia de Paio Pires,
A avenida da Fábrica da Pólvora está também cortada ao trânsito, tendo registado inundações, assim como a Estrada Nacional 378 (que liga o concelho do Seixal ao concelho de Sesimbra) no troço compreendido entre o Quintão e a rotunda do posto de combustível da BP.
Na Moita, o agravamento do estado do tempo tem vindo a condicionar muitas estradas do concelho, pelo que estão interrompidas várias vias, nomeadamente as ruas do Algarve, padre António Vieira e Miguel Torga, assim como o CM1020, uma Estrada Municipal localizada na zona de Alhos Vedros.
De acordo com a autarquia, está ainda interdita a estrada do Pinhal do Forno (curva junto ao cemitério), a Rua das Orquídeas, em Chão Duro, e a estrada de Sarilhos Pequenos.
A circulação está também interdita na Rotunda da BP e ponte do Matão, na Moita, e na ex-EN11, entre a rotunda das Oliveiras em Alhos Vedras e a Quinta da Fonte da Prata.
"Esteja atento aos comunicados oficiais, mantenha-se vigilante. Evite deslocações e siga as recomendações da Proteção Civil e Forças de Segurança", adianta a Câmara Municipal da Moita numa informação divulgada na rede social Facebook, onde o presidente da autarquia explica, num vídeo dirigido à população, que a melhor forma de chegar ao concelho é através da A33.
No concelho de Alcochete, a autarquia divulgou uma nota na rede social Facebook, indicando que, na sequência da chuva e ventos trazidos pela depressão Marta, está interrompida a circulação na estrada municipal 501 (entre a rotunda do Fórum Cultural de Alcochete e a rotunda do Samouco) e na Estrada Real (entre o cruzamento do Colégio Penas Real e o cruzamento com o caminho municipal 1203).
"A reabertura das estradas ainda não tem hora prevista. Dentro de todas as condicionantes, estamos a trabalhar para repor a normalidade com a maior brevidade possível", adiantou a autarquia.
No concelho do Barreiro, a Câmara Municipal anunciou na sua página no Facebook que o trânsito está interdito, devido a inundação, na rua da Fronteira, em Santo António da Charneca, e na rua industrial Alfredo da Silva.
A estrada nacional 10-3, junto à Escola de Fuzileiros, em Palhais, está também inundada.
A autarquia aconselha os munícipes a evitarem circular próximo de zonas ribeirinhas.
c/ Lusa
Mais de meio milhar de militares do Exército empenhados no apoio às populações
Ouvido pela agência Lusa, o porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Parcelas, explicou que a atuação decorre "em coordenação com as autoridades competentes e com as autarquias, assegurando uma resposta contínua e ajustada às necessidades identificadas no terreno".
CNE faz apelo à participação apesar da previsão de mau tempo
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) apelou este sábado à participação nas presidenciais de domingo, apesar das previsões de mau tempo, e pediu que sejam dadas as "melhores condições" para os cidadãos exercerem o seu direito ao voto.
A CNE, segundo um comunicado, "tem cooperado com todas as entidades" para que "sejam criadas as melhores condições para garantir um exercício de um direito que é fundamental", apesar "de circunstâncias adversas em alguns locais".
Por isso, a comissão recomenda que se organizem "transportes públicos especiais, na medida do possível, para eleitores que se encontrem em zonas onde a mobilidade possa vir a ser afetada", seguindo as regras da organização das eleições.
Até cerca das 17h00, foi adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto, segundo a CNE, que não as identifica.
Devido ao mau tempo, pelo menos três municípios - Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal - anunciaram o adiamento das eleições de domingo para 15 de fevereiro.
O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente, lê-se ainda no comunicado.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados domingo a votar na segunda volta das presidenciais para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições realizadas com previsão de mau tempo, chuva e vento.
Disputam a segunda volta António José Seguro e André Ventura, três semanas depois do primeiro sufrágio em que foram os dois mais votados, em 18 de janeiro.
Impedida circulação de "motos e veículos com lonas"
"Esta medida preventiva visa garantir a segurança dos utilizadores da travessia, podendo ser revista assim que as condições do estado do tempo o permitam", acrescenta a empresa, que propõe, em alternativa a "utilização da Ponte Vasco da Gama".
"Recomenda-se aos condutores que acompanhem as atualizações oficiais e adotem uma condução prudente, nomeadamente cumprindo os limites de velocidade, calculadas em função das condições atmosféricas a cada momento", enfatiza ainda a Lusponte, que agradece, por último, "a compreensão de todos para os eventuais incómodos que esta situação possa vir a causar".
Presidente da República e MAI lamentam morte de bombeiro em Campo Maior
O presidente da República e o Ministério da Administração Interna lamentam a morte de um bombeiro, este sábado, no decurso de uma patrulha em Campo Maior, no distrito de Portalegre. Marcelo Rebelo de Sousa elogia o "exemplo de abnegação e dedicação à causa pública" do operacional.
Em mensagem publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa manifesta pesar pela morte do bombeiro José Valter Canastreiro, de Campo Maior, "ao serviço de apoio às comunidades afetadas pela intempérie".
O bombeiro, que era também militar da Guarda Nacional Republicana, "é um exemplo de abnegação e dedicação à causa pública, cuja vida e percurso profissional ficam marcados pela sua solidariedade e serviço ao próximo", lê-se na mensagem.O alerta foi dado "por volta das 13h30", segundo a Proteção Civil, que emitiu também uma nota de pesar. A operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância em que o bombeiro estava envolvido decorria na Estrada Nacional 373, numa zona de confluência com o Rio Caia, em Campo Maior.
Por sua vez, o gabinete de Maria Lúcia Amaral sublinha, em comunicado, que "foi com profundo pesar e consternação que o Ministério da Administração Interna tomou conhecimento do falecimento de um militar do Posto Territorial de Campo Maior, José Valter Cunha Canastreiro, de 47 anos, vítima de um acidente na Ribeira de Caia, no decorrer de um serviço de apoio à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Campo Maior, durante o seu período de descanso".
"Em nome do Governo, o Ministério da Administração Interna dirige, neste momento trágico, uma palavra de profunda solidariedade e sentidas condolências à família, aos amigos, aos militares da GNR do Posto Territorial de Campo Maior, aos bombeiros da Associação dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior e todos os bombeiros e militares da GNR".
IPMA espera desagravamento do estado do tempo ao longo da noite
Ascensor com circulação suspensa por razões de segurança
Em comunicado à população, a autarquia informa que, "devido ao agravamento das condições meteorológicas", os Serviços Municipalizados interromperam o funcionamento do ascensor.
Região Oeste com 226 deslocados e 35 desalojados
A região Oeste contabiliza 226 deslocados e 35 desalojados devido ao mau tempo desde o dia 28 de janeiro, disse o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.
Após o briefing diário da Proteção Civil regional, Carlos Silva disse à agência Lusa que, desde a passagem da depressão Kristin, na noite de 27 para 28 de janeiro, registam-se na região 226 deslocados, dos quais 53 já regressaram às suas casas.
A situação pior, destacou, é a da localidade da Mata, no concelho de Alenquer, com cerca de 60 deslocados das suas casas "por precaução ou por danos".
Há ainda a registar 35 desalojados, seis dos quais já regressaram às suas casas.
"Preocupa-nos mais os deslizamentos de terras, que estão a provocar muitos estragos em estradas que ficam sem condições de circulação e em condutas de água, deixando localidades sem água", explicou o responsável.
Carlos Silvas adiantou que "há habitações a ficar destruídas por danos provocados por deslizamentos de terras ou em risco".
Nas últimas 24 horas, o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste contabilizou 159 ocorrências devido à meteorologia adversa, sobretudo em Alcobaça (41), Torres Vedras (29), Sobral de Monte Agraço (20) e Arruda dos Vinhos.
A maioria das ocorrências está relacionada com inundações (54), quedas de árvores (46), movimentos de massa (28) e quedas de estruturas (20).
Os 12 municípios da região têm o plano de emergência ativado, tendo alargado o prazo para o dia 15, face às previsões climatéricas.
A região Oeste integra os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral (distrito de Leiria), Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e Arruda dos Vinhos (distrito de Lisboa).
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Marinha Grande altera um dos locais de voto
A Câmara Municipal da Marinha Grande alterou um dos três locais de voto para as eleições presidenciais de domingo na freguesia de Vieira de Leiria, substituindo a Biblioteca de Instrução e Recreio pela Colónia de Férias da PSP.
De acordo com informação atualizada hoje pela autarquia, os locais de votação para a 2.ª volta das eleições presidenciais de domingo na freguesia de Vieira de Leiria passam a ser a Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, a Colónia de Férias da PSP (Praia da Vieira) e o Centro Pastoral N. Senhora D`Ajuda (Passagem).
Na freguesia da Marinha Grande, as mesas de voto vão funcionar na Escola Básica Guilherme Stephens, na Sociedade Desportiva e Recreativa do Pilado e Escoura e na Associação MOHER (em São Pedro de Moel).
Na freguesia da Moita, os eleitores poderão votar na Escola Básica da Moita.
"Ao todo, o concelho regista 34.141 eleitores distribuídos pelas três freguesias, sendo 27.865 na Marinha Grande, 5.058 em Vieira de Leiria e 1.218 na Moita", detalhou a autarquia da Marinha Grande em comunicado, afirmando que as alterações dos locais de voto visam "garantir segurança e condições adequadas aos votantes".
Em comunicado anterior, divulgado no dia 05 de fevereiro, a Câmara Municipal da Marinha Grande, no distrito de Leiria, já tinha apelado "à participação cívica de todos os eleitores, destacando a importância do exercício do direito de voto para o reforço da democracia".
Número de deslocados sobe para 18 no concelho
O número de pessoas deslocadas das suas casas subiu de 12 para 18 no concelho de Mafra devido ao mau tempo, informou o presidente da câmara municipal, Hugo Moreira Luís.
"No Vale da Guarda, temos três casas em risco devido a deslizamento de terras e os moradores foram retirados por precaução e estão em casas de familiares", afirmou Hugo Moreira Luís à agência Lusa.
Duas pessoas já tinham ficado desalojadas porque a "habitação ficou destruída por uma derrocada" e outras 12 foram deslocadas das suas casas por deslizamentos de terras provocados pelo mau tempo na localidade da Picanceira.
Em Paços, uma casa de acolhimento encontra-se em "risco de ruir" e os utentes foram também deslocados por precaução.
Mais quatro residentes de duas habitações foram também retirados de casa por prevenção, devido ao risco de movimentos de massa.
Todos foram realojados em casas de familiares.
No concelho, estão cortadas em vários troços as estradas nacionais 247 (Foz do Lizandro e Escaravilheira) e 9 (a sul da Encarnação) e 9-2 (Enxara do Bispo).
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Algarve com menos ocorrências do que o esperado
"Não temos qualquer situação relevante ou mais significativa. Até ao momento, a situação está melhor do que era espectável", adiantou o comandante regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, em declarações à agência Lusa.
Em 24 horas, houve registo de 60 ocorrências, envolvendo 196 operacionais, apoiados por 80 meios terrestres.
As principais tipologias de ocorrência vão desde a quedas de árvores (16) até aos movimentos de massa e pequenas derrocadas (seis), inundações e acumulação de águas pluviais (sete), quedas de estruturas (12) e a limpeza e desobstrução de vias (19).
c/ Lusa
Morreu bombeiro em Campo Maior
Presidente da Câmara pede estado de calamidade
O autarca descreveu mesmo um "cenário de guerra".
Cortada Estrada Nacional 378
Circulação ferroviária interrompida em troços de seis linhas
Na Linha de Vendas Novas, no distrito de Évora, a circulação estava suspensa entre as estações de Lavre e de Canha.
Mantinha-se igualmente suspensa a circulação na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, na Linha da Beira Baixa, entre Mouriscas e Sarnadas, e na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias e na concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a bifurcação Chelas.
As perturbações decorrem do quadro meteorológico da última semana, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", segundo a empresa.
"Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço".
Presidente da Câmara expressa preocupação com o vento
"O que nos preocupa é o vento que se nota novamente e muitas das estruturas que tinham sido tapadas com lonas poderão ceder nesta altura", apontou.
"Preparámos uma iniciativa de limparmos as nossas freguesias com vários voluntários de vários pontos do país, que se juntaram aos habitantes desses lugares para iniciar processos de limpeza", indicou ainda o autarca.
Avança a capitania. Efeitos da depressão Marta no rio Douro só devem ser sentidas de madrugada
A chegada da depressão Marta ao norte só deverá produzir efeitos no estuário do rio Douro na próxima madrugada, admitiu hoje à Lusa o comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens.
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, anunciou, no ponto da situação das 12:40, o deslocamento da depressão Marta para o norte do país, afetando assim outras regiões que até agora não estavam previstas.
Questionado sobre o novo quadro meteorológico, Pedro Cervaens começou por responder que na última noite a "cota do rio Douro desceu mais de um metro, ficando nos 5,1 metros quando, na madrugada anterior, na mesma preia-mar, tinha estado nos 6,15 metros", pormenor que disse ser "bastante significativo" e que pode, em parte, amenizar os efeitos da chegada da depressão.
"A próxima preia-mar, em princípio, não será também crítica porque houve um abaixamento significativo da cota", assinalou o oficial, confirmando que a chegada da depressão trará "bastante chuva na parte interior norte e também em Espanha".
Prosseguir a monitorização é, o para comandante adjunto, o caminho a seguir, admitindo "a probabilidade dos caudais que, entretanto, em média têm baixado para os cinco mil metros cúbicos por segundo na Barragem de Crestuma, poderem aumentar" determinando a "implementação de mais algumas medidas para além daquelas que já estão no terreno".
Questionado se vê isso como provável acontecer na próxima preia-mar ou só de madrugada, Pedro Cervaens respondeu que poderá surgir "só durante a próxima madrugada".
"Eu creio que na próxima preia-mar as coisas estão bastante controladas, porque a água demora algum tempo a chegar ao estuário. Vai demorar seguramente", disse.
E prosseguiu: "pode ser que a Régua seja afetada um pouco mais cedo, mas no estuário, só durante a próxima madrugada, eventualmente".
Leiria aponta falta de informação da E-Redes e reclama compensações
Em carta aberta ao presidente do conselho de administração da E-Redes e reproduzida pelo presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, lê-se que passaram já 11 dias desde que a depressão Kristin atingiu o concelho de Leiria, permanecendo, à data de hoje, "ainda mais de 20 mil contadores sem acesso a energia elétrica, sobretudo nas zonas mais rurais".
"Falamos de famílias, de produtores agrícolas, de empresas locais, de lares, de pessoas isoladas e vulneráveis que continuam numa situação de grande fragilidade, muitas vezes sem qualquer informação clara sobre quando será reposta a normalidade", apontam os autarcas.
Embora reconhecendo "o esforço técnico das equipas no terreno", os subscritores afirmam que, "num contexto de emergência, sendo a E-Redes um operador de serviço público essencial, a comunicação, a proximidade e o respeito pelas populações são responsabilidades tão relevantes quanto a intervenção técnica".
Defendem, por isso, que "as populações têm o direito de saber qual o ponto de situação concreto em cada freguesia, que prazos previsíveis estão a ser considerados para a reposição do serviço, que critérios orientam as prioridades de intervenção, que constrangimentos técnicos subsistem e que soluções estão a ser adotadas para os ultrapassar e que medidas de mitigação estão a ser acionadas para apoiar as populações enquanto a reposição não é possível".
"A falta de informação objetiva, atualizada e acessível, associada à inexistência de respostas visíveis de compensação em muitas situações, tem vindo a gerar ansiedade, indignação e um sentimento crescente de abandono".
"Além dos prejuízos causados pela interrupção do fornecimento de energia elétrica, que originou perdas significativas junto de empresas e de particulares, impõe-se que os lesados sejam devidamente ressarcidos pelos danos sofridos, em moldes a clarificar pela entidade responsável, de forma justa, célere e transparente", propugnam.
Por outro lado, referem que são os autarcas que recebem, "diariamente, as chamadas, as queixas, o cansaço e a exaustão de quem já não consegue suportar mais dias sem eletricidade".
"É, por isso, nossa responsabilidade institucional exigir que a informação circule com transparência, regularidade e previsibilidade".
Consideram indispensável a divulgação diária de informação pública, por freguesia, com indicação do número de contadores repostos e estimativas de normalização ou a criação de um canal direto, permanente e operacional de comunicação com o município e juntas.
Pedem também a "definição e comunicação clara de medidas de mitigação, nomeadamente a disponibilização de geradores ou outras soluções temporárias, priorizando as situações de maior vulnerabilidade", e a "presença regular de responsáveis da E-Redes" no concelho.
Deslizamento de terras obrigou à retirada de 35 pessoas
Fonte da Câmaral de Almada, citada pela agência Lusa, adiantou as 35 pessoas pertencem a 14 agregados familiares e foram retiradas por precaução.
De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, a ocorrência foi registada às 10h05 na rua de Damão, na Costa da Caparica.
Foram enviados para o local 22 operacionais dos bombeiros da Trafaria, Cacilhas e do Serviço de Proteção Civil de Almada.
Derrocadas e cheias. Os riscos traçados para os próximos dias
A Proteção Civil pede à população cuidado extremo por causa do risco acrescido de derrocadas e cheias nos próximos dias.
Mantêm-se alertas no Douro devido a chuva e vento forte
A manhã deste sábado revelou-se mais calma do que o dia de sexta-feira.
Operações de resgate. Segurança de animais é preocupação
A segurança dos animais também é, por estes dias, uma preocupação.
Mondego a subir. Exército ajuda população com bens essenciais
O Rio Mondego continua a subir, em particular, na freguesia da Ereira, em Montemor-o-Velho.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Autarca manifesta preocupação com barragens
"Isto significa que daqui a algumas horas haverá subida do caudal das águas", frisou.
Evacuadas zonas críticas de Santarém
Centenas de pessoas foram retiradas de casa. Cinquenta estão num centro de acolhimento no pavilhão municipal desportivo, com a ajuda de voluntários e donativos.
"População tem que redobrar cuidados em zonas na iminência de ser inundadas"
“Mantém-se o quadro meteorológico com chuva persistente, vento forte, com rajadas entre os 80 e os 120 quilómetros por hora, queda de neve acima dos 800 a 900 metros e agitação marítima forte, com ondas entre os cinco e os 13 metros na costa ocidental”, descreveu o responsável.
“Este quadro meteorológico, associado a todos os outros anteriores e à saturação do solo e nível armazenamento de água nas barragens, constitui-se como um quadro complexo do ponto de vista do risco no território nacional”, frisou o comandante.
“Mais uma vez, chamar a atenção da população portuguesa de que tem de redobrar os cuidados relativamente às zonas que estão na iminência de poderem ser inundadas, algumas delas já inundadas”, advertiu.
Persiste um elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado. O risco é menos acentuado, embora existente, nos rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana. O plano especial para o risco de cheias na bacia do Tejo mantém-se no vermelho.
Ainda segundo Mário Silvestre, são sete os planos distritais ativados: Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Lisboa, Beja e Setúbal. Estão também ativados 91 planos municipais.
O número de ocorrências ascende a 8.924, sobretudo quedas de árvores e movimentos de massas.
O mau tempo em Portugal obrigou a deslocar 1.163 pessoas, todas realojadas.
“A probabilidade de haver mais desalojados e evacuações preventivas é elevada”, sinalizou o comandante nacional da Proteção Civil.
Caudais do Tejo estabilizados e mais de 100 vias condicionadas em Santarém
A situação nos rios Tejo e afluentes mantém-se estabilizada, mas a chuva persistente continua a provocar condicionamentos e submersões em mais de uma centena de vias em 15 concelhos do distrito de Santarém, alertou a Proteção Civil.
"De acordo com o último briefing que fizemos no âmbito do Sub comando Regional do Médio Tejo, e também na sequência da última reunião da Comissão Distrital da Proteção Civil, os caudais têm estado mais ou menos estáveis e assim se vão manter", disse à Lusa o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém e da Câmara de Abrantes.
"A nossa grande preocupação neste momento é a chuva persistente e a quantidade", acrescentou.
Segundo Manuel Jorge Valamatos, a depressão Marta permanece sobre a região do Médio Tejo e Lezíria do Tejo, mas os ventos não têm apresentado grande perigo.
"Algumas estradas já estiveram desobstruídas, mas tendem a poder ficar novamente obstruídas. É uma situação que vai evoluindo consoante os efeitos da chuva no Tejo e afluentes, mas também aluimentos de terras e derrocadas para as estradas. Por isso é importante que todos se mantenham informados e solicitem informações às estruturas de proteção civil", sublinhou.
De acordo com a informação disponibilizada pela Proteção Civil, verificou-se desde o último comunicado, às 22:00 de sexta-feira, uma estabilização dos caudais no Tejo, embora com oscilações e valores ainda elevados.
A elevada precipitação que se faz sentir na região continua a exigir atenção redobrada, dado que é expectável o aumento dos afluentes e a ocorrência de inundações urbanas e submersão de vias rodoviárias. O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho.
Às 10h00, a soma das descargas das barragens do Fratel (4.255 m³/s), Pracana (215 m³/s) e Castelo de Bode (1.080 m³/s) totalizava um caudal instantâneo de 5.550 m³/s, enquanto na estação de Almourol o caudal medido atingia 7.016 m³/s.
Para comparação, às 10:00 de sexta-feira registava-se na estação de Almourol 7.783 m³/s, depois de na quinta-feira, ao final da tarde, os valores terem ultrapassado os 8.600 m³/s, num dia em que os caudais mais do que duplicaram face aos cerca de 3.500 m³/s medidos durante a madrugada, situação que motivou a ativação do alerta vermelho.
"Na verdade, a montante, as barragens espanholas estão com mais capacidade de encaixe do que já estiveram e a situação neste momento, em termos caudais do rio Tejo, está estabilizada, mas temos que manter níveis de atenção e de alerta bastante altos. É muito mais calma do que já vivemos, mas temos que continuar atentos à quantidade de pluviosidade que cai no nosso território, em Portugal e em Espanha", acrescentou Valamatos.
Segundo a Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo, mais de uma centena de vias continuam afetadas por submersões ou condicionamentos intermitentes em 15 concelhos: Santarém, Cartaxo, Golegã, Benavente, Almeirim, Chamusca, Alpiarça, Abrantes, Constância, Torres Novas, Sardoal, Tomar, Alcanena, Entroncamento e Salvaterra de Magos.
A circulação está a ser atualizada constantemente e a maioria das estradas abre e fecha consoante a oscilação do Tejo e afluentes.
As autoridades alertam para a necessidade de redobrada atenção na condução, proteção de bens e animais, evitar travessias de vias alagadas e seguir rigorosamente as informações oficiais.
A informação detalhada sobre cada via e concelho está disponível nos sites oficiais das câmaras municipais, sendo atualizada ao minuto devido à volatilidade da situação.
O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo foi ativado em nível amarelo no dia 24 de janeiro e elevado para alerta vermelho na quinta-feira, face ao agravamento dos caudais e risco extremo de inundações, segundo a Proteção Civil.
Rio Sado regressou às margens
Montenegro visita as zonas mais afetadas pelo mau tempo
O primeiro-ministro está em Peso da Régua a acompanhar as situações mais preocupantes provocadas pelo mau tempo.
Em relação à segunda volta das eleições presidenciais, o primeiro-ministro garantiu que “tudo está a ser feito para salvaguardar a segurança e normalidade no funcionamento desse ato eleitoral”.
Deslizamento de terras em São João da Caparica obriga a retirar várias pessoas de prédios de apartamentos
MAAT, Padrão dos Descobrimentos e Castelo de S. Jorge encerrados
O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, o Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, em Lisboa, estão encerrados, devido à passagem da depressão Marta, anunciaram os diferentes equipamentos.
O Centro Cultural de Belém anunciou o cancelamento do Mercado de fevereiro, que costuma realizar-se ao ar livre, marcado para domingo.
Todas as outras valências, de acordo com fonte do CCB, mantêm-se em funcionamento, como o Museu de Arte Contemporânea (MAC/CCB), a Fábrica das Artes e o centro de espetáculos, que no domingo acolhe "A História do Soldado", de Stravinsky, pela Orquestra das Beiras.
O MAAT, que na sexta-feira esteve encerrado por causa das condições meteorológicas, renovou hoje a decisão, ainda sem data de reabertura, segundo fonte do museu, em declarações à Lusa. O objetivo, garantiu, é reabrir portas "logo que possivel".
Para já, os responsáveis ficam atentos "às indicações das autoridades competentes e às alterações climáticas" e, "logo que se reúnam as condições", o museu será reaberto.
Este equipamento da Fundação EDP, localizado à beira Tejo, tinha anunciada, para esta tarde, uma conversa entre o seu diretor artístico, João Pinharanda, e o arquiteto Ricardo Carvalho, centrada na exposição "Detour", de Pedro Casqueiro, que foi cancelada.
Na vizinhança do MAAT, também o Padrão dos Descobrimentos se encontra encerrado hoje, por decisão da empresa municipal de gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC/Lisboa Cultura), "devido às condições atmosféricas adversas previstas", enquanto o Castelo de São Jorge foi encerrado "por razões de segurança".
O Castelo de S. Jorge é um dos monumentos sinalizados pelo Património Cultural - Instituto Público a carecer de intervenção por causa da queda de árvores durante a passagem da depressão Kristin.
Vias da esquerda nos dois sentidos da Ponte 25 de Abril fechadas à circulação
As vias da esquerda, em ambos os sentidos, na Ponte 25 de Abril estão fechadas à circulação devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pela depressão Marta, informou a Lusoponte.
Fonte da Lusoponte, concessionária das duas travessias rodoviárias sobre o rio Tejo em Lisboa indicou à Lusa que as vias da esquerda na travessia das duas margens estão fechadas à circulação desde as 09:00, não havendo, para já, outras restrições de limite de velocidade.
A Ponte 25 de Abril, é uma ponte suspensa rodoferroviária sobre o rio Tejo que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.
Subida das águas no Mondego já atinge centro de Montemor-o-Velho
A subida continuada da água na margem direita do rio Mondego está a atingir o centro de Montemor-o-Velho, na zona do mercado municipal, pondo em risco algumas casas na zona baixa da vila, disse o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, José Veríssimo notou que a situação "está a ficar complicada na vila", com a água a inundar o parque de estacionamento entre o mercado municipal e a zona da feira e a aproximar-se das casas.
A inundação que atinge Montemor-o-Velho provém do vale central agrícola do Mondego, de valas localizadas a montante e do chamado leito abandonado, que, na zona do parque ribeirinho -- recentemente requalificada -- saiu das margens nos últimos dias.
O presidente da Câmara frisou que o nível da água tem subido "e continua a subir" devagar, no Baixo Mondego, "cerca de 15 centímetros por dia", uma situação que tem pressionado, declaradamente, a aldeia de Ereira, isolada desde quarta-feira.
A água acumulada nos campos em redor da Ereira, mas também nas freguesias de Maiorca e Ferreira-a-Nova, já no concelho da Figueira da Foz (por ação, igualmente, da ribeira de Foja), não tem por onde sair, já que o sistema de bombagem, a jusante, não funciona e as três de cinco comportas só conseguem abrir quando o caudal do Mondego é mais baixo do que a água que ali aflui.
Entretanto, soube-se hoje que o dique da margem esquerda do rio Arunca, afluente do Mondego, partiu numa zona da ponte ferroviária do Marujal, na noite de quinta-feira, informação confirmada à Lusa pelas autarquias de Soure e de Montemor-o-Velho.
A quebra da margem do rio Arunca aconteceu entre as localidades de Verride (Montemor-o-Velho) e Alfarelos (Soure), a menos de um quilómetro da entrada daquele afluente no Mondego, direcionando a água para os campos da margem esquerda junto ao apeadeiro do Marujal, no ramal de Alfarelos.
Paradoxalmente, a quebra da margem do Arunca acabou por fazer baixar a água acumulada quer na vila de Soure, quer em povoações ao longo do leito do rio, como Vila Nova de Anços.
Registadas 256 ocorrências entre as 00h00 e as 10h00 nas regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Oeste
A Proteção Civil registou um total de 256 ocorrências relacionadas com inundações e quedas de árvores, entre as 00:00 e as 10:00 de hoje, que afetaram sobretudo as regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Oeste.
De acordo com um ponto da situação feito à agência Lusa pelo comandante José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estiveram envolvidos nas operações 934 operacionais e 300 meios terrestres.
Segundo o responsável, entre o dia 28 de janeiro, data do início da vaga de tempestades que têm assolado o país, e hoje, já se registaram 20.946 ocorrências, envolvendo 72.147 operacionais e 27.678 meios terrestres.
Os caudais dos rios com maior risco de subida continuam sob vigilância, adiantou.
Até às 19:00 de sexta-feira, 1.108 pessoas já tinham sido deslocadas das suas habitações, um pouco por todo o país, devido ao mau tempo, segundo dados avançados na altura pelo comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que na Lezíria do Tejo tinham sido retiradas pessoas das localidades de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, enquanto no Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e "foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva".
Quanto a localidades isoladas, a Proteção Civil registou na Lezíria do Tejo o Cartaxo, Valada, Porto da Palha e Caneiro e na região de Coimbra a freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), assinalando ainda no Algarve uma família isolada em Vila do Bispo.
Em relação ao fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, um total de 63 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico às 08:00 de hoje, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes deu nota de uma diminuição de seis mil clientes sem abastecimento elétrico, comparativamente ao último balanço, divulgado às 18:00 de sexta-feira, quando se registavam cerca de 69 mil clientes sem ligação à rede elétrica.
De acordo com a empresa, na zona mais afetada pela depressão Kristin ainda continuam sem energia 57 mil clientes, dos quais 41 mil em Leiria, 11 mil em Santarém, quatro mil em Castelo Branco e mil em Coimbra.
Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou na sexta-feira à tarde para o elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, durante o dia de hoje, bem como nos rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana, embora, nestes, com um nível de risco mais moderado.
Toda a faixa costeira e treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Câmara de Tomar cancela festejos de Carnaval
A Câmara de Tomar, no distrito de Santarém, cancelou todas as iniciativas do Carnaval 2026, previstas entre 13 e 17 de fevereiro, devido aos efeitos das recentes intempéries que atingiram o concelho e o país.
Segundo a autarquia, a prioridade está centrada na segurança, no apoio à população e na recuperação do concelho, não estando reunidas as condições para a realização das festividades associadas ao Carnaval.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, justificou a decisão com a situação vivida por muitos munícipes.
"Em parceria com a Tomar Iniciativas, a associação promotora do Carnaval em Tomar, consideramos que não é adequado neste momento estar em celebração", uma vez que ainda há quem esteja "a passar mal com falta de condições, quer de energia elétrica, quer também atarefadas com a recuperação das suas habitações", afirmou.
A autarquia agradeceu ainda a compreensão da população e sublinhou que o Carnaval regressará no próximo ano.
Ainda no concelho de Tomar, o Carnaval da Linhaceira 2026, organizado pela Associação Cultural e Recreativa da aldeia de Linhaceira (ACRL), mantém-se programado para os dias 14, 15, 16 e 17 de fevereiro, apesar do cancelamento dos eventos oficiais na cidade.
No entanto, o evento sofreu um revés significativo devido à depressão Kristin, que destruiu a tenda onde se preparavam os carros alegóricos e derrubou o boneco publicitário da localidade, sendo que alguns dos eventos programados e a atividade de rua poderão sofrer ajustes ou ser cancelados consoante as condições meteorológicas e a capacidade de recuperação das infraestruturas.
Sapadores mobilizados para 25 ocorrências sobretudo na Baixa de Lisboa
Os sapadores de Lisboa contabilizam 25 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo na zona ribeirinha, com as dificuldades de escoamento a causarem inundações e, apesar de as situações mais críticas estarem resolvidas, alertam para um novo pico de maré.
"Houve, durante o início da manhã, a preia-mar [pico de maré] e o vazamento dessa mesma maré fez com que alguma água, sobretudo na zona ribeirinha, subisse", adiantou fonte oficial do Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa (RSB), em declarações à Lusa.
Dificuldades de escoamento, com sarjetas entupidas, provocaram inundações, sobretudo na Baixa de Lisboa, com os sapadores a contabilizarem, pelas 11:05, 25 ocorrências com recurso a viaturas e outras cinco em espera. Não se registaram danos, nem foi necessário retirar pessoas.
Outras zonas da cidade de Lisboa, como Benfica e Campo de Ourique, também foram afetadas.
De acordo com o RSB, o escoamento natural da maré, juntamente com o desentupimento das sarjetas, levou à resolução das situações mais críticas, mas as equipas ainda se encontram mobilizadas.
Apesar de referirem que o "pior já passou", os bombeiros sapadores avisam que está previsto um novo pico de maré para as 19:04, que pode levar a novos constrangimentos devido ao escoamento.
Quartel dos bombeiros de Pedrógão Grande com prejuízos de cerca de 720 mil euros
O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, inoperacional desde a depressão Kristin, tem prejuízos de cerca de 720 mil euros, disse hoje o presidente da associação humanitária, que apela à ajuda monetária para a recuperação.
"Os danos são estruturais, paredes, telhado. Os bombeiros estão a dormir dentro de tendas cedidas pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] dentro do quartel, que se encontra inoperacional", afirmou Luís David.
Segundo este dirigente, "só existe uma sala onde não chove e é onde está o comando local da Proteção Civil", alertando para que "dentro de quatro, cinco meses, começa a época dos incêndios".
Num texto enviado à agência Lusa e publicado nas redes sociais, a associação refere que a depressão Kristin "não foi apenas mais um episódio de mau tempo", mas "uma ferida aberta no coração de uma instituição que sempre se manteve de pé quando tudo à volta desabava".
"O quartel ficou gravemente destruído, espaços essenciais tornaram-se inutilizáveis e as condições de trabalho --- já duras --- tornaram-se indignas de quem dá tudo sem nunca pedir nada em troca", adianta.
A associação escreve que a recuperação do espaço é superior a meio milhão de euros, reconhecendo ser um valor elevado, para sublinhar, contudo, que o que "está verdadeiramente em causa não se mede em números".
"Mede-se em vidas humanas, em segundos ganhos, em futuros que não se perderam", assinala, recordando que "quando o fogo ameaça, quando a estrada se transforma em armadilha, quando o coração falha ou a água invade casas e memórias, ninguém pergunta quanto custa" e chama pelos bombeiros.
Agora, é a vez de os bombeiros pedirem ajuda, com a associação humanitária a sublinhar que "cada donativo, por mais pequeno que pareça, é um tijolo de esperança".
"Ajudar a recuperar o quartel é garantir que, no próximo dia difícil --- porque ele virá --- os nossos bombeiros estarão prontos, protegidos e operacionais", adianta.
Lembrando que "Pedrógão Grande sabe o que é perder", numa alusão aos incêndios de 2017, "mas sabe, acima de tudo, o que é resistir, reconstruir e honrar quem permanece na linha da frente", a associação acrescenta que ajudar a corporação não é caridade, mas gratidão, justiça e humanidade.
Os incêndios que deflagram em junho de 2017 em Pedrógão Grande e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.
Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.
Barragem de Monte Novo está a fazer descargas controladas
Estrada que liga o Seixal a Sesimbra está cortada junto a Fernão Ferro
Quase todo o concelho de Sobral de Monte Agraço sem água
Grande parte do concelho de Sobral de Monte Agraço está sem água, devido a uma avaria numa conduta que já está a ser reparada, não havendo contudo previsões para o abastecimento ser reposto, disse fonte oficial autárquica.
"Praticamente 80% do concelho está sem água devido a danos na conduta que abastece o concelho, a EPAL [Empresa Pública de Águas Livres] encontra-se a reparar, mas a reposição do abastecimento de água à população vai demorar", disse a mesma fonte.
Em comunicado, o município esclareceu que a rutura na conduta é "decorrente das condições meteorológicas adversas".
Na localidade da Gozundeira, uma unidade de turismo rural foi evacuada e a Proteção Civil está a pedir para os moradores de várias habitações saírem de casa devido à "subida da água".
O rio galgou as margens na Gozundeira, mas também na Feliteira, Folgados e Pontes de Monfalim, tendo entrado em habitações, sem obrigar contudo à retirada dos moradores.
Na Sapataria, o cemitério encontra-se com "muitos danos" devido à queda de um muro, devido ao mau tempo.
Treze deslocados e dois desalojados em Mafra
Duas pessoas ficaram desalojadas e outras dez foram deslocadas das suas casas por deslizamentos de terras provocados pelo mau tempo em Mafra, no distrito de Lisboa, disse hoje o presidente da câmara.
Hugo Moreira Luís afirmou à agência Lusa que, na localidade da Picanceira, uma "habitação ficou destruída por uma derrocada e os dois habitantes ficaram desalojados".
Na mesma localidade, outras habitações estão em risco, tendo oito pessoas sido deslocadas de casa "por precaução".
Em Paços, uma casa de acolhimento encontra-se em "risco de ruir" e os utentes foram também deslocados por precaução.
Mais quatro residentes de duas habitações foram também retirados de casa por prevenção, devido ao risco de movimentos de massa.
Todos foram realojados em casas de familiares.
No concelho, estão cortadas em vários troços as estradas nacionais 247 (Foz do Lizandro e Escaravilheira) e 9 (a sul da Encarnação).
Caldas da Rainha cancela Carnaval e festival Foz Beats
A Câmara das Caldas da Rainha cancelou eventos como o Carnaval, o Festival Foz Beats e vai deslocalizar o Oeste Lusitano, devido aos estragos causados pelo mau tempo na Foz do Arelho e no Parque D. Carlos I.
Face ao prolongamento da situação de calamidade no concelho e "aos elevados prejuízos registados", o município decidiu, em conjunto com as associações envolvidas, cancelar os corsos do Carnaval deste ano, bem como o Carnaval das Crianças e dos Idosos", informou a Câmara das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.
À agência Lusa, o presidente da autarquia, Vítor Marques, explicou hoje que, "embora o Carnaval das crianças e dos idosos seja na Expoeste [pavilhão de exposições], com boas condições, há a questão do mau tempo e das deslocações, pelo que a opção foi cancelar para preservar a integridade de todos".
Vítor Marques esclareceu que a Câmara "estabeleceu com as associações um plano de entendimento para suprir o investimento já feito na confeção dos fatos e dos carros alegóricos", parte dos quais "poderão ser utilizados no Carnaval de 2027.
A Câmara decidiu ainda cancelar dois eventos: o Foz Beats, previsto para a praia da Foz do Arelho, em julho, e o Oeste Lusitano, agendado para o início de maio, no Parque D. Carlos I.
"Também estamos com problemas na Foz do Arelho, na praia, com a `aberta [canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar] a deslocar-se cada vez mais para norte e apanhar quase a Avenida do Mar", explicou o presidente, justificando o cancelamento do Foz Beats.
Apesar de o evento se realizar em julho, o autarca sustentou não haver condições para manter a edição de 2026, tanto mais que "na segunda-feira vai ser iniciada uma intervenção", para a qual foi pedida autorização à Agência Portuguesa do Ambiente" e que passará por "deslocar areia para abrir uma segunda `aberta` para salvaguardar a Avenida do Mar e a praia".
"Pelas questões de segurança, mas também pelo investimento que é feito nesta matéria, a juntar tantos que há para fazer no concelho que hoje tem mais de 50 estradas fechadas, algumas partidas, entendemos não fazer os eventos", acrescentou.
No caso do Oeste Lusitano, organizado pela Associação de Criadores do Oeste e que deveria realizar-se no início de maio no Parque D. Carlos, a Câmara decidiu que deverá realizar-se num local alternativo, "devido aos danos que a depressão Kristin provocou no Parque e na Mata, com a queda de árvores e estruturas".
Algarve sem ocorrências graves
63 mil clientes da E-Redes sem eletricidade às 8h00
Um total de 63 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico às 08h00 de hoje, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, informou a empresa.
De acordo com a empresa, na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuam por alimentar 57 mil clientes.
Destes, Leiria tem 41 mil clientes sem energia, Santarém regista 11 mil clientes, Castelo Branco quatro mil e Coimbra mil, especificou a E-Redes.
Na sexta-feira o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 43 mil, seguindo-se Santarém, com 14 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes sem eletricidade.
Setúbal ativou plano distrital de emergência
Capitania do Funchal prolonga avisos de vento e agitação marítima fortes na Madeira
A Capitania do Porto do Funchal atualizou hoje os avisos de vento e agitação marítima fortes para o arquipélago da Madeira, prolongando-os até às 06h00 de domingo.
Na costa norte da Madeira estão previstas vagas com quatro a cinco metros de altura, diminuindo para três a quatro metros a partir da noite, ao passo que na costa sul as ondas poderão atingir quatro metros, sobretudo na zona oeste da ilha.
Já a visibilidade no mar é "boa a moderada".
A Capitania do Porto do Funchal alerta toda a comunidade marítima e a população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras.
O mau tempo no mar motivou o cancelamento das viagens do navio Lobo Marinho entre a Madeira e o Porto Santo, previstas para sexta-feira e hoje.
A costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo encontram-se sob aviso amarelo (o menos grave numa escala de três) para agitação marítima forte até às 00:00 de domingo.
A costa sul da Madeira não tem avisos de mau tempo.
Setenta e cinco deslocados por risco de derrocada em Alenquer
Setenta e cinco pessoas estão deslocadas das suas casas em Alenquer por risco de deslizamento de terras sobre as suas habitações, disse hoje o presidente da câmara, que pondera pedir situação de calamidade para o concelho.
Na sexta-feira à noite, cerca de 40 moradores da localidade da Mata tiveram de abandonar as suas habitações e serem realojados em casas de familiares, um em lar e os restantes em alojamentos encontrados pelo município.
"Há vários dias estamos a monitorizar o movimento de terras e os técnicos concluíram ontem [sexta-feira] que há risco iminente, por isso retirámos metade da população", explicou.
Em Aldeia Gavinha, a autarquia encerrou a escola do primeiro ciclo, transferindo os cerca de 40 alunos para a escola de Vila Verde, e pediu aos moradores de duas habitações para saírem de casa devido a um aluimento de terras. Os habitantes foram realojados em casas de familiares.
A Proteção Civil acompanha também, com preocupação, os cerca de mil moradores de Ribafria, aldeia "praticamente isolada", uma vez que, "das cinco estradas de acesso, só uma está disponível".
Em Olhalvo, há também um muro em risco de queda sobre habitações.
O autarca adiantou que pondera pedir ao Governo estado de calamidade para este concelho do distrito de Lisboa.
Mondego atingiu situação de risco em Coimbra
O rio Mondego atingiu a situação de risco em Coimbra, na madrugada de hoje, com um nível hidrométrico acima dos 3,6 metros na ponte de Santa Clara, na baixa da cidade, o mais alto das últimas 48 horas.
Segundo dados do portal Info Água, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a bacia do Mondego era, pelas 09:00 de hoje, a única em situação de risco no país em nível vermelho, o mais alto de dois níveis, estando as bacias dos rios Sado, Tejo, Douro e Lima em situação de alerta (nível amarelo).
A situação de risco do Mondego decorria do nível hidrométrico medido na ponte de Santa Clara: este atingiu os 3,6 metros pelas 03:00 de hoje (o nível vermelho atinge-se, naquela estação hidrométrica, acima dos 3,59 metros) e era de 3,62 metros às 09:00.
O valor de altura máxima medido na ponte de Santa Clara foi de 4,76 metros em 1976.
Cerca de 1.300 metros a jusante da ponte de Santa Clara, o volume de água a passar na Ponte-Açude de Coimbra também atingiu um máximo nas últimas 48 horas esta madrugada, sempre acima dos 1.600 metros cúbicos por segundo (m3/s).
Esse valor foi mais elevado pelas 05:00 (1.615 m3/s), equivalente a 1,615 milhões de litros de água por segundo, descendo ligeiramente para os 1.603 m3/s pelas 08:00 de hoje.
Câmara de Pedrógão Grande estima que 80% das casas foram afetadas
O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, concelho do distrito de Leiria gravemente afetado pelo mau tempo, estimou hoje que 80% das casas tenham sido afetadas pelo mau tempo.
"Temos milhares de casas afetadas, 80% estão afetadas", disse à agência Lusa João Marques, adiantando que estão instalados cerca de 3.700 contadores de água no concelho.
Questionado sobre o estado do concelho 11 dias após o impacto da depressão Kristin, o autarca declarou que está um "bocadinho melhor", notando, contudo, que a ajuda prestada à população ainda "é um socorro muito débil".
"Estamos a pôr lonas, plásticos, a repor telhas naquelas situações menos graves em que há telhas disponíveis", explicou o presidente do município, salientando o espírito de entreajuda que permitiu, a muitas famílias, com ajuda de vizinhos resolverem os casos menos graves.
Por outro lado, realçou o trabalho dos funcionários da autarquia, bombeiros, Guarda Nacional Republicana, população, onde se contam muitos estrangeiros, e voluntários que chegam ao concelho.
A título de exemplo, adiantou que um grupo de pessoas oriundas dos Estados Unidos da América está em Pedrógão Grande e, na próxima semana, junta-se outro de cabo-verdianos que estudaram na escola profissional local.
"É um movimento de voluntariado extraordinário", considerou o autarca.
De acordo com João Marques, o "grande problema" continua a ser a falta de eletricidade numa parte do concelho, agravada com furtos de material elétrico.
"Temos zonas no concelho que já tiveram energia e que deixaram de ter por causa destes roubos", afirmou, assegurando que as autoridades estão atentas, mas é necessária "vigilância em relação às infraestruturas elétricas".
Numa publicação nas redes sociais, o município de Pedrógão Grande manifestou preocupação com situações de furto de "equipamentos essenciais ao funcionamento da rede de distribuição elétrica".
"Estes furtos têm provocado novas interrupções no fornecimento de energia em zonas já recuperadas, agravando os transtornos para a população", lê-se na publicação, que pede à população uma "vigilância ativa".
João Marques reiterou o pedido de solidariedade, "sobretudo na ajuda de mão de obra e materiais de construção", para a reconstrução do concelho.
Douro galgou as margens
Proteção Civil não registou danos no Alentejo
Circulação ferroviária suspensa em troços das linhas do Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Cascais
A circulação ferroviária regista hoje "alguns condicionamentos" nas linhas do Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Cascais devido ao mau tempo, informou a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação às 08:00.
De acordo com a IP, a circulação ferroviária encontra-se suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; na Linha da Beira Baixa entre Mouriscas e Sarnadas; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas.
Estas ocorrências "estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", segundo a IP.
As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno "a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou ainda a empresa, que fará novas atualiações ao longo do dia.
Pavilhão desportivo acolheu 56 pessoas durante a noite
Exército tem mais de 1.600 militares em 41 municípios
Mais de 1.600 militares estão diretamente empenhados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo em 41 municípios de 12 distritos portugueses, informou hoje o Exército.
Em comunicado, o Exército garantiu que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".
Atualmente, estão envolvidas nas várias operações 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores, e também módulos de comunicações, "complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário".
"O esforço desenvolvido traduziu-se, até ao momento, na proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas", contabilizou o Exército.
No que respeita ao restabelecimento de acessos e apoio logístico, o balanço é de "210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos". Foram ainda removidas 451 toneladas de escombros para recuperação de condições de segurança.
Segundo o Exército, foram também "disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 quilogramas de roupa lavada, contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência".
"O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno", assegurou.
Dezoito barras marítimas fechadas a toda a navegação e cinco condicionadas
Dezoito barras marítimas estão hoje fechadas a toda a navegação e cinco estão condicionadas, devido à forte agitação marítima, com previsão de ondulação que pode chegar aos 13 metros de altura na costa ocidental, segundo a Autoridade Marítima Nacional.
Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Leixões só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a de Viana do Castelo a embarcações com mais de 30 metros.
Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira, Peniche e São Martinho do Porto, e a de Lisboa está fechada a navios com calado superior a sete metros.
No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e a de Portimão só autoriza a entrada de barcos com mais de 15 metros.
O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (26 de janeiro) e de Rabo de Peixe, ainda de acordo com os dados da Autoridade Marítima Nacional, atualizados às 08:53 de hoje.
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, segundo um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A costa ocidental, ao longo dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, está com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura, ao passo que na costa sul são esperadas ondas de 4 a 5 metros.
Este alerta, emitido às 06:16 de hoje, vigora até às 18:00 em Viana do Castelo e Braga, e até às 21:00 no Porto, ao passo que nos restantes distritos se estende até à manhã de domingo, com exceção de Coimbra, em que a previsão aponta para um abrandamento a partir das 03:00.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Ereira continua isolada
Setor dos plásticos pede medidas excecionais para retoma industrial
A Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) alerta para a necessidade urgente de "medidas excecionais e eficazes que assegurem a retoma da operação industrial", após a tempestade Kristin e outros fenómenos recentes que afetaram várias regiões do país.
"Se não forem tomadas medidas adequadas, o custo da inação será muito superior ao custo de uma intervenção pública atempada. Sem condições reais para a retoma da produção, assistiremos a encerramentos empresariais, perda de emprego e enfraquecimento estrutural do tecido industrial nacional", alerta o presidente da associação, Amaro Reis, citado em comunicado.
A APIP sublinha que, sem uma resposta rápida e eficiente, os efeitos não se limitarão às empresas afetadas, podendo causar encerramentos empresariais diferidos, perda de emprego direto e indireto, fragilização das cadeias de valor industriais, impacto negativo nas economias locais, redução das exportações e aumento da pressão sobre os sistemas de proteção social.
Neste contexto, apela para "uma intervenção pública coordenada e excecional, envolvendo os núcleos empresariais locais e assegurando articulação clara e célere entre todos os ministérios relevantes", incluindo os Ministérios da Economia, da Coesão Territorial, do Estado e das Finanças, e do Ambiente e Energia.
Sobre os apoios públicos para a recuperação do tecido empresarial, alerta que os instrumentos financeiros disponíveis, como linhas de crédito do Banco Português de Fomento, apresentam limitações em contexto de destruição de ativos e instabilidade energética, aumentando o risco de insolvência.
Para recuperar a produção, defende apoios não reembolsáveis como mecanismos de adiantamento de liquidez, linhas de crédito com carência longa e juros bonificados, e instrumentos mistos combinando apoio direto e financiamento.
Face à gravidade dos danos, a associação considera "indispensável" ativar mecanismos europeus para catástrofes naturais e mobilizar fundos da União Europeia, de forma a reforçar a capacidade financeira do Estado e acelerar a recuperação.
A APIP recorda que a destruição das infraestruturas elétricas tem causado microcortes frequentes e paragens industriais, pelo que considera "essencial que o Governo solicite apoio imediato junto de entidades europeias, sobretudo de Espanha e França, com o objetivo de agilizar e acelerar a reposição da rede elétrica e reduzir o tempo de paralisação industrial".
Sobre os seguros, a associação defende que as companhias adotem uma postura colaborativa, celeridade nas peritagens e decisões rápidas quanto à cobertura dos danos, em coordenação com o Governo e entidades financeiras.
"O que está em causa não é apenas a retoma de algumas empresas, mas a preservação do tecido industrial, do emprego e da capacidade produtiva nacional. Sem instrumentos excecionais, muitas empresas não vão sobreviver", conclui Amaro Reis.
Climatologista alerta para novo temporal a partir de segunda-feira
Conselho Regional de Coimbra cria bolsa de advogados voluntários para apoiar vítimas
O Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados (OA) criou uma bolsa de advogados voluntários para auxiliarem as pessoas afetadas pelo mau tempo a formalizarem as participações de sinistros resultantes da depressão Kristin junto de seguradoras.
Segundo informação disponibilizada no seu sítio na Internet, o Conselho Regional deliberou, na sexta-feira, constituir uma bolsa de advogados voluntários para, em regime `pro bono`, auxiliarem as populações "na formalização das participações de sinistros resultantes" da depressão Kristin junto das empresas seguradoras e na plataforma de reporte de prejuízos.
O Conselho Regional destaca que se trata "de um apoio focado na orientação e auxílio no preenchimento das participações dos sinistros, junto das empresas seguradoras, e na plataforma de reporte de prejuízos, imprescindível à defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e das empresas e à promoção do acesso ao direito".
"A ativação da bolsa de advogados e do apoio que se pretende prestar às populações conta com a colaboração e empenho dos municípios", adianta, explicando que vai estar disponível em www.oa.pt/coimbra.
A iniciativa destina-se às populações dos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Sertã, Sever de Vouga, Soure, Tomar, Torres Novas, Vagos, Vila de Rei e Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.
Estes são os municípios abrangidos, na área territorial do Conselho Regional do Centro da OA (distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco), pela situação de calamidade.
Este mecanismo de apoio arranca na próxima quarta-feira e termina em 31 de maio, mas pode ser protelado, "em todos ou em alguns municípios, caso a situação o justifique".
Com esta iniciativa, o Conselho Regional de Coimbra "quer garantir que ninguém fica desamparado no aconselhamento e pronto encaminhamento das questões jurídicas que emergem desta catástrofe", acrescenta.
Tempestade Marta já chegou a Portugal continental
Esta depressão deverá afetar, sobretudo, as regiões de Leiria, Lisboa, Setúbal e Algarve. Traz novamente chuva intensa, rajadas de vento na ordem dos 100 quilómetros por hora, neve, agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Metro de Lisboa retomou operação normal em toda à rede às 06h30
O Metropolitano de Lisboa retomou a operação, hoje às 06h30, em toda a rede, mas a empresa alertou que alguns acessos estarão temporariamente encerrados devido ao mau tempo.
A medida foi tomada de forma "preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações", informou hoje a empresa, numa nota divulgada no seu `site`.
Na sexta-feira, o Metropolitano de Lisboa tinha avisado que as medidas preventivas tomadas devido à previsão de mau tempo poderiam resultar em "constrangimentos na circulação" hoje, com eventuais atrasos na abertura das linhas Azul e Verde".
A empresa adiantou que os acessos estarão temporariamente encerrados em seis estações: Linha Amarela - Estação Odivelas --- acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - Estação São Sebastião --- acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e Estação Terreiro do Paço --- acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - Estação Rossio --- dois acessos para a Praça D. Pedro IV, Estação Alvalade --- dois acessos para a Av. da Igreja e Estação Roma --- dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América.
Em comunicado, a empresa sublinhou as previsões de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa".
Outras medidas adotadas incidem sobre alterações aos locais habituais de parqueamento dos comboios, ao reforço da disponibilidade de meios de bombagem, e a monitorização permanente do sistema de bombagem instalado no troço Jardim Zoológico/Praça de Espanha, o qual foi reforçado com a instalação de uma bomba adicional de elevado débito, detalhou.
Na quinta-feira, a circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa esteve interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Portugal continental vai começar a sentir esta manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Treze distritos sob aviso laranja devido à chuva, vento, ondas e neve
Treze distritos de Portugal continental vão estar, a partir das 06:00, sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre e Évora vão estar sob aviso laranja, a partir das 06:00 e até às 12:00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".
O mesmo nível de alerta estará em vigor, a partir das 06:00 e até às 15:00 de hoje, nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 100 km/h, sendo até 120 km/h nas serras".
O aviso laranja, devido à agitação marítima, já tinha sido emitido para os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, até às 12:00, face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura máxima.
Por outro lado, nos distritos de Guarda e Castelo Branco, o aviso laranja estará em vigor até às 00:00 de domingo, face à possibilidade de queda de neve acima dos 1.600 metros de altura, com acumulação superior a 25 centímetros em zonas situadas a mais de 1.400 metros de altura.
O IPMA alertou que a acumulação de neve e a possível formação de gelo poderão causar "perturbação moderada", incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O aviso amarelo vai ser emitido às 06:00 para os distritos de Coimbra, Leiria, Portalegre e Évora, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 80 km/h, sendo até 100 km/h nas serras".
No caso dos distritos de Castelo Branco e Faro, o aviso amarelo, também em vigor a partir das 06:00, deve-se à "chuva persistente e por vezes forte".
A costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo também estão sob aviso amarelo, até às 00:00 de domingo, devido à agitação marítima, sendo esperadas ondas de noroeste com quatro a cinco metros de altura.
Governo do Brasil lamenta mortes causadas por tempestades em Portugal
O Governo do Brasil disse que "lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais" causados pelas tempestades Kristin e Leonardo, tanto em Portugal como em Espanha.
Num comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, o executivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade aos governos e às populações" dos dois países.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que não há notícias sobre vítimas brasileiras até ao momento.
Os consulados-gerais em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid "permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência", acrescentou a diplomacia brasileira.
"A frequência e o impacto de eventos extremos, em diferentes regiões do mundo, reforçam a urgência de ações concertadas da comunidade internacional para o enfrentamento da crise climática", sublinhou o ministério.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Em Espanha, uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.
As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.
Treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.